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Um tenant Qlik Cloud, vários portais com marca própria: como funcionam os múltiplos workspaces do NewHub

por Cluster

O NewHub permite criar mais de um workspace apontando para o mesmo tenant do Qlik Cloud. Cada workspace tem endereço próprio, identidade visual própria e menu próprio, e todos leem os mesmos apps e spaces do tenant que você já configurou. O endereço pode ser um domínio do próprio cliente, sem que apareça NewHub ou Qlik na barra do navegador. Para quem vende análise de dados como produto, isso resolve um problema que até agora tinha uma saída cara.

O custo de entregar o mesmo produto para clientes diferentes

Um parceiro OEM ou ISV constrói o produto uma vez: modelo de dados, cargas, apps, spaces, regras de acesso. Depois vende esse produto para dez, quarenta, cem clientes. Cada cliente quer entrar num endereço que reconhece, com o logo dele na tela e com o nome que a equipe dele usa no dia a dia, não com a marca do fornecedor.

Havia duas saídas. Ou todo mundo entrava no mesmo portal, com a identidade do parceiro, o que enfraquece a percepção de produto dedicado. Ou o parceiro replicava o ambiente por cliente, e aí cada correção em um app vira quarenta publicações, cada mudança de regra vira quarenta ajustes, e o custo de manter o produto cresce na mesma velocidade que a base de clientes.

O que muda com vários workspaces sobre o mesmo tenant

O workspace do NewHub é a camada de consumo, não o ambiente de dados. O tenant continua sendo um só, os apps continuam publicados uma vez, as cargas rodam uma vez. O que passa a existir em várias versões é a experiência: endereço, logo, paleta, tipografia, organização do menu e os nomes das análises.

Na prática, o mesmo app de faturamento pode aparecer para um cliente dentro de um portal azul chamado "Indicadores Comerciais" e, para outro cliente, dentro de um portal verde chamado "Painel de Vendas", sem nenhuma duplicação por trás.

O endereço pode ser inteiramente do cliente

Por padrão, cada workspace nasce em um subdomínio do NewHub, no formato cliente.newhub.com, que já basta quando o parceiro quer separar ambientes rapidamente ou montar uma demonstração.

Quando o produto precisa ser entregue como produto do parceiro, o workspace roda em domínio próprio. O cliente acessa portal.empresadele.com, ou o endereço que o parceiro definir, e em nenhum momento da navegação aparece a marca NewHub ou a marca Qlik. Logo, cores, tipografia e nomenclatura seguem a identidade que o parceiro quiser aplicar, workspace a workspace. Do ponto de vista de quem usa, são produtos diferentes. Do ponto de vista de quem mantém, é um ambiente só.

Como isso fica na prática

Suponha que você já tenha o tenant configurado, com os apps nos spaces corretos e os usuários convidados. O endereço que você usa para demonstração comercial continua funcionando exatamente como antes.

Você cria um segundo workspace para o Cliente A, aponta o domínio dele, aplica a identidade visual, define o menu com a linguagem que a equipe dele usa e convida os usuários. Cria um terceiro para o Cliente B, com outra marca, outro domínio e outro recorte de menu. Os três endereços respondem ao mesmo tenant, leem os mesmos apps e continuam recebendo qualquer melhoria que você publicar, sem replicação e sem versão paralela.

É o mesmo modelo por trás do case da Mersy, que entrega analytics aos próprios clientes finais sob a marca dela.

O que continua sendo responsabilidade do Qlik Cloud

O workspace define o que cada cliente vê como produto, não o que ele tem permissão para ver. A separação entre clientes continua sendo feita onde sempre foi feita: nos Spaces, nas permissões de cada usuário e, quando o caso pede, no Section Access dos apps. Autenticação, provedor de identidade e governança seguem no Qlik Cloud.

Vale registrar um ponto que costuma aparecer em conversa com cliente regulado: o NewHub guarda apenas metadados, ou seja, a estrutura do menu, a referência aos apps, a definição das análises e os logs de uso. Dado analítico não passa pelo NewHub nem fica armazenado nele.

Usos que aparecem fora do cenário OEM

A mesma capacidade resolve situações internas. Uma diretoria que quer um portal enxuto, com poucos indicadores e identidade visual própria, enquanto a operação usa outro endereço com o menu completo. Times de vendas que mantêm vários ambientes de demonstração, cada um com a cara do prospect que vão visitar naquela semana, apontando para o mesmo conjunto de apps de demonstração.

Perguntas frequentes

Preciso de um tenant Qlik Cloud para cada cliente?

Não. Os workspaces do NewHub apontam para o mesmo tenant, e a segmentação do que cada cliente enxerga é feita pelos Spaces e pelas permissões que você já configurou no Qlik Cloud.

Preciso duplicar os apps para cada cliente?

Não. O app é publicado uma vez e aparece em todos os workspaces que tiverem acesso a ele. Uma correção feita no app vale imediatamente para todos os clientes.

Cada workspace pode ter uma URL diferente?

Sim. O padrão é um subdomínio no formato cliente.newhub.com, e existe a opção de usar um domínio do próprio cliente ou do parceiro, sem qualquer referência ao NewHub ou à Qlik no endereço.

Um cliente consegue ver os dados de outro?

O acesso ao dado é controlado pelo Qlik Cloud. Se o usuário não tem permissão no space ou está restrito por Section Access, ele não vê o conteúdo, independente do workspace em que entrou.

Os usuários dos meus clientes precisam de licença Qlik?

Sim. Cada usuário que entra em um workspace do NewHub precisa ter autenticação e login previamente configurados no Qlik Cloud, no mesmo tenant. O NewHub não cria usuário nem substitui o controle de acesso da Qlik, ele apresenta ao usuário já autenticado o conteúdo que ele tem permissão para ver.

Serve para uso interno, não só para OEM?

Sim. Áreas diferentes da mesma empresa podem ter portais com identidades e menus distintos sobre o mesmo tenant.

Se esse é o seu caso, agende uma demonstração e veja como fica com o seu tenant.

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