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FIEG
FIEGEducação, saúde e serviços para a indústria, com Sesi e Senai em Goiás

Como a FIEG passou de 50 para 250 usuários licenciados em um ano

A equipe de planejamento do Sesi e do Senai em Goiás já tinha construído os painéis de que a organização precisava, e a adoção deu um salto quando a informação passou a chegar organizada, com controle de quem vê o quê e com um projeto de design sobre a visão estratégica.

Goiânia, Goiás

O cliente

A FIEG atua em Goiás por meio do Sesi e do Senai, e quem responde pela área de planejamento, informação e dados nas duas entidades é Maristela Nunes, gerente de planejamento com quase dezoito anos de casa, ao lado de Plínio Bernardes, coordenador de inteligência de dados, que conhece o sistema por dentro desde o período de estágio, seis anos atrás.

A equipe é pequena e trabalha com apoio pontual de consultoria, e um traço dela explica bastante do resultado que veio depois, porque, como Maristela faz questão de registrar, não é um time formado por cientistas de dados nem por especialistas em BI, e sim por pessoas que aprenderam a construir análise de dados fazendo, uma ideia por dia, em troca constante entre elas.

O ponto de partida

A FIEG adotou Qlik em 2016, com cinquenta licenças, e migrou para lá tudo o que existia na ferramenta de BI anterior, desenvolvendo projetos novos continuamente desde então. O problema não estava na construção dos painéis, que a equipe dominava, e sim no que acontecia depois deles. A distribuição era feita por um portal na intranet, acessível apenas ao público interno, montado a partir dos objetos que a equipe selecionava um a um e reorganizava em uma ordem diferente da que existia na aplicação original, o que resolvia a necessidade básica de dar vazão à informação sem satisfazer ninguém, porque o resultado visual não era o desejado, havia limitações práticas como a impossibilidade de baixar os dados em Excel, e o próprio caminho de entrada exigia que o usuário escolhesse entre Sesi e Senai antes de ver qualquer coisa, o que quebrava a experiência de quem precisava dos dois.

Havia ainda um desencontro de vocabulário que a equipe descreve com precisão. Quem desenvolve fala em painel, pasta, sheet e relatório, e o usuário de negócio não reconhece nenhum desses termos, de modo que entregar a ele uma aplicação com treze telas equivale a pedir que ele abra uma por uma até encontrar o número que procura. Uma parte dessas telas existia justamente para responder demandas internas recorrentes ou para servir a reuniões específicas, e portanto precisava continuar disponível para a equipe sem estar exposta a todo mundo.

Por cima disso, a organização tinha informações genuinamente sensíveis, sobretudo de recursos humanos, em que a definição de quem pode ver o quê vem da própria área de negócio e não admite aproximação.

O que foi implantado

O NewHub entrou como camada de consumo sobre o ambiente Qlik que a FIEG já mantinha, e a primeira mudança foi de organização, com grupos e subgrupos montados por tema, de forma que um assunto como produção reúne abaixo dele o que existe para Sesi e para Senai, e o usuário chega ao painel por um caminho que corresponde à maneira como ele pensa o próprio trabalho. Dentro de cada painel, a lista de telas aparece ao lado do conteúdo, funcionando como um cardápio, e a equipe escolhe quais dessas telas ficam visíveis, o que permitiu resolver o caso da aplicação com treze telas expondo apenas duas ao usuário final, a análise geral e a análise por área, sem apagar nada e mantendo o restante acessível a quem administra e a quem trabalha na aplicação original.

O menu é dinâmico, e essa é a parte que resolveu a questão das informações sensíveis, porque um usuário que não tem acesso a determinado painel simplesmente não vê aquele item na navegação, e a equipe consegue liberar um conjunto de informações de recursos humanos para três pessoas nomeadas pela própria gerência da área enquanto mantém outros painéis abertos a toda a organização.

Em uma segunda etapa, prevista desde o entendimento inicial do contexto, a Cluster desenvolveu um projeto de design sob medida para a visão estratégica, reunindo em uma interface única os indicadores do mapa estratégico, do programa de eficiência de gestão e das metas de desempenho do Senai. O projeto passou por pesquisa das necessidades específicas, prototipação em ferramenta de design com decisão explícita sobre espaçamento, contraste, alinhamento, arquitetura da informação e tipo de visualização adequado a cada indicador, e só depois pela implementação web que conectou os dados. A arquitetura resultante mantém as camadas separadas, porque cada conjunto de informação exibido na tela final tem seu equivalente construído no Qlik, o que significa que a equipe da FIEG altera uma regra de cálculo no ambiente que ela já domina e a mudança aparece na camada de consumo sem exigir manutenção paralela.

A entrega dos indicadores anuais levou cerca de cinquenta dias, e o projeto de acompanhamento mensal veio em seguida.

Adoção e engajamento

50 para 250

Usuários licenciados na FIEG no intervalo de um ano

As cinquenta licenças iniciais eram suficientes para quem desenvolvia e insuficientes para quem precisava consumir, e a barreira não era comercial, porque não fazia sentido ampliar a base enquanto a experiência de acesso continuasse sendo o portal da intranet, que não sustentava certos níveis de informação nem entregava a leitura que a equipe queria. Com o NewHub resolvendo a organização e o controle de acesso, e sobretudo depois da entrega do projeto de gestão estratégica, o interesse deixou de precisar de estímulo, e Plínio descreve a demanda como imediata, com procura acontecendo todos os dias. A base licenciada foi de cinquenta para duzentos e cinquenta pessoas ao longo de um ano.

Vale registrar o que mudou no comportamento de quem consome, porque é aí que o número ganha sentido. Antes, a informação estratégica circulava em apresentações montadas tela por tela para uma reunião, e passou a estar disponível o tempo todo, numa visão geral que mostra de saída em quais perspectivas o resultado não está bom, de onde a pessoa desce ao indicador que está puxando o número para baixo e decide que ação vai tomar para corrigir o percurso.

A informação tem que ser muito bem divulgada, mas nem tudo é para todo mundo.
Maristela Nunes, Gerente de Planejamento e Controle, Sesi e Senai — Departamento Regional de Goiás

Se a sua equipe já construiu os painéis e a adoção não acompanha, o gargalo provavelmente está na camada de consumo.

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