NewHub
Voltar ao blog
Guia7 min de leitura

Migração do Qlik Sense on-premises para o Qlik Cloud: o que muda para o usuário final

por Cluster

A migração do Qlik Sense on-premises para o Qlik Cloud é planejada como projeto de infraestrutura, com cronograma de tenant, espaços, conexões de dados e recargas, e costuma chegar ao usuário final na forma de um e-mail avisando que o endereço mudou. Quem abre um painel uma vez por semana recebe esse aviso, tenta o link que estava nos favoritos, não encontra o app de sempre e volta a pedir o número por WhatsApp para o analista.

O conteúdo abaixo é a lista do que realmente muda para essa pessoa, o que continua exatamente igual e o que o time de BI precisa comunicar antes da virada.

O que muda e o que continua igual

Para quem só consome análise, a migração não mexe no conteúdo. O modelo de dados é o mesmo, os gráficos são os mesmos, os apps Qlik (os arquivos QVF) não mudam e a seleção em um filtro continua repercutindo no resto da tela. Muda o caminho até o conteúdo.

O queQlik Sense on-premisesQlik Cloud
EndereçoServidor da empresa, link internoURL do tenant, aberta pela internet
LoginConta de rede, às vezes VPNLogin corporativo via provedor de identidade
Organização dos appsStreamsEspaços gerenciados, compartilhados e pessoal (documentação da Qlik)
Acesso de fora do escritórioDepende de VPN ou publicação externaNavegador, de qualquer lugar
CelularApp móvel conectado ao servidorMesma URL no navegador do celular
Relatório recorrenteEnvio configurado pelo time de BIAssinatura que o próprio usuário cria
Aviso de mudança no dadoNão existe por padrãoAlerta por valor ou variação
PermissõesRegras de segurança do servidorPermissões de espaço mais section access

Esse é o primeiro atrito e o mais subestimado. O link do servidor antigo está no favorito do navegador, no e-mail de abertura de mês, na apresentação do comitê e na planilha que o analista mandou em março. Nenhum deles leva ao painel novo, e o usuário que tenta não recebe uma mensagem explicando o motivo: recebe erro.

Vale mapear onde os links antigos circulam antes da virada e substituir pelo menos os que estão em documento vivo, como manual de processo, intranet e e-mail recorrente. Para o resto, o jeito mais barato é manter um redirecionamento do endereço antigo durante alguns meses.

As streams viram espaços, e os nomes mudam junto

A recomendação da Qlik é mapear stream para espaço na proporção de um para um, com as streams governadas pelo time de BI virando espaços gerenciados e as de autoatendimento virando espaços compartilhados. O que era "Meu trabalho" passa a ser o espaço pessoal.

Na prática, a migração é a oportunidade que o time de BI aproveita para limpar a casa, descartar stream parada e renomear o que estava confuso. É a decisão certa para a governança e é também o motivo pelo qual o usuário não acha o app de sempre: ele procura pelo nome antigo, dentro da estrutura antiga. Se houve renomeação, o de-para precisa chegar junto com o aviso de mudança de endereço.

O que continua igual

Tudo o que define o que cada pessoa enxerga dentro do app continua valendo. O section access vai junto com o modelo, então o gerente regional continua vendo a região dele e o diretor continua vendo todas. As abas, os gráficos, as cores e os filtros são os mesmos, e os mashups publicados continuam no ar depois de apontados para o novo ambiente.

O que o usuário ganha sem precisar pedir

Três recursos passam a estar na mão de quem consome, sem abrir chamado para o time de BI:

  • Assinatura de relatório. O usuário escolhe a aba, a periodicidade e recebe o PDF no e-mail, com os filtros que ele aplicou.
  • Alerta. Dá para ser avisado quando uma medida cruza um limite ou varia além do esperado, em vez de abrir o painel todo dia para conferir.
  • Acesso de fora. O mesmo endereço funciona no celular, na casa do cliente e na viagem, sem VPN.

São os três itens que mais rendem na comunicação da virada, porque respondem à pergunta que o usuário realmente faz, que é o que ele ganha com a mudança.

Por que a adoção cai nas primeiras semanas

Quem usa análise todo dia atravessa a migração em uma manhã, salva o novo favorito e segue. O problema está no usuário esporádico, que abre o painel uma vez por mês para fechar um número e não tem rotina para absorver endereço novo, login novo e nome de espaço novo de uma vez.

Esse grupo some em silêncio. Ninguém abre chamado dizendo que parou de acessar, e o time de BI só descobre meses depois, olhando o relatório de uso ou percebendo que voltou a receber pedido de número por mensagem.

O que segura esse grupo é reduzir o caminho até o painel: um ponto de entrada único divulgado em todo lugar, o de-para de nomes à mão e um treinamento curto focado em onde achar o que ele já usava. Quanto mais perto de um clique, menos gente se perde.

Checklist da semana da virada

O time de BI cuida do tenant, dos espaços e das recargas. Esta lista é a outra metade, a que fala com quem usa:

  • Comunicado com a data, o novo endereço e como entrar, enviado antes da virada e repetido no dia
  • De-para dos nomes: stream antiga, espaço novo, nome do app em cada um
  • Links antigos substituídos em intranet, manuais e e-mails recorrentes
  • Redirecionamento do endereço antigo ativo por pelo menos três meses
  • Lista dos dez apps mais acessados, com link direto para cada um
  • Sessão de 20 minutos por área, mostrando onde achar o que a área já usava
  • Assinaturas e alertas demonstrados na sessão, com um exemplo real da área
  • Canal aberto para a primeira semana, com alguém do time de BI respondendo
  • Relatório de uso comparado entre os 30 dias antes e os 30 depois, por área

Onde o NewHub entra

O NewHub é a camada de consumo que fica sobre o Qlik Cloud e dá a esse usuário um endereço só: apps e mashups no mesmo lugar, organizados por área e assunto em vez de por estrutura técnica, com a identidade visual da empresa. Ele herda o modelo e as permissões do Qlik, então nada é duplicado e ninguém passa a ver o que não via antes.

Na MDS Group, corretora de seguros que opera no Brasil, em Portugal, em Angola e em Moçambique, a adoção subiu 400% depois que o portal entrou. Na FIEG, federação das indústrias de Goiás, a base passou de 50 para 250 usuários.

Se a sua migração para o Qlik Cloud está em cronograma, o momento de decidir o ponto de entrada do usuário final é agora, junto com o desenho dos espaços, e não seis meses depois, quando o relatório de uso mostrar a queda. Fale com a gente para ver o NewHub rodando sobre um tenant de demonstração.

Perguntas frequentes

O usuário precisa instalar alguma coisa para usar o Qlik Cloud?

Não. O acesso é pelo navegador, no computador ou no celular, com o login corporativo.

Os painéis ficam diferentes depois da migração?

O conteúdo é o mesmo: mesmas abas, mesmos gráficos, mesmos filtros. O que muda é o endereço, a forma de entrar e a organização dos apps, que passa de streams para espaços.

Quem via um conjunto restrito de dados continua vendo só aquilo?

Sim. O section access acompanha o modelo e as permissões passam a ser controladas também pelo espaço onde o app está publicado.

Não. O endereço do servidor antigo deixa de responder, por isso o redirecionamento e a substituição dos links em documentos e e-mails recorrentes entram no plano da virada.

Dá para receber relatório por e-mail sem pedir ao time de BI?

Dá. O próprio usuário cria a assinatura da aba que quer, escolhe a periodicidade e recebe o PDF.

Quanto tempo leva para a adoção voltar ao normal?

Depende menos da tecnologia e mais da comunicação. Com de-para de nomes, ponto de entrada único e treinamento curto por área, o uso costuma se estabilizar no primeiro mês; sem isso, o usuário esporádico some sem avisar.

NewHub

Não é tarde para construir uma cultura de dados mais forte.

Junte-se a mais de 5.000 usuários e comece a decidir com dados, com uma ferramenta fácil de usar e fácil de implementar.

Iniciar grátis
Fale com um especialista